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Ressignificando emoções, vamos conversar?


Como as emoções afetam involuntariamente a nossa autoestima?

Você já parou para pensar sobre isso?


Pegue o seu chá, sente-se em um lugar confortável e venha comigo nessa reflexão.



Lidar com as emoções deveria ser matéria de escola. Ter essa compreensão é tão importante quanto saber a hora certa de tomar um remédio para febre.

Pense assim: "Meu corpo não está conseguindo combater esse vírus, então preciso ajudá-lo." Por que não acolhemos nossas emoções da mesma maneira?


A auto sabotagem emocional é um padrão de pensamento destrutivo que põe em risco nossa saúde mental e física. No entanto, muitas vezes, essa escravidão permanece despercebida. Como podemos identificar e nos libertar desses grilhões emocionais invisíveis?


A importância das emoções:


Todas as emoções são importantes. Nosso corpo, assim como quando recebe um vírus, tenta combatê-lo.


A palavra “emoção” deriva do latim “movere”, que significa “pôr em movimento”.


Isso nos fala da função das emoções: nos colocar em movimento, de dentro para fora, para comunicar ao mundo nossos estados ou necessidades internas.


Todas as emoções são úteis e, por isso, foram mantidas no processo evolutivo humano.


Mesmo que não precisemos mais correr atrás de búfalos ou matar mamutes para nos alimentar, nosso sistema de luta e fuga continua ativo.


Nossos processos somáticos são praticamente os mesmos dos tempos das cavernas.


Ansiedade e medo:


A ansiedade e o medo, por exemplo, são respostas do nosso cérebro dizendo que algo precisa ser feito, nos impulsionando a pensar em soluções e agir contra o que nos ameaça.


Assim como o corpo combate uma febre ou um resfriado, deveríamos aprender a lidar com essas emoções de forma saudável, respeitando-as em vez de ignorá-las.


Autoestima e autoconhecimento:


As nossas emoções e autoestima são como duas faces da mesma moeda. Elas se influenciam, se moldam e definem juntas quem você é e como se sente em relação a si mesmo.


Com autoconhecimento, aceitação e um pouco de esforço, você pode transformar a dança entre suas emoções e autoestima em um ritmo mais harmonioso e positivo.


Acredite em si mesmo e abrace a jornada de se tornar a melhor versão de você!


Essa percepção melhora muito a qualidade de vida e o entendimento sobre nós mesmos, nos tornando mais maduros e responsáveis por nossas atitudes. Afinal, as emoções são naturais, mas compreender o que deve ser feito com elas é essencial.


Geralmente não sabemos nomear nossas emoções. Algumas pessoas confundem o que estão sentindo em determinado momento.


Os poetas antigos diziam que as emoções nos elevam à condição de seres humanos, mas, em alguns casos, elas podem assarapantar aqueles que não conseguem enquadrar seus próprios estados emocionais.


Uma “complicação” típica? Tomar decisões permanentes em estados emocionais temporários.


Vários estudos demonstram que são as mesmas reações somáticas/fisiológicas que originam as emoções. Apenas os nomes dados pelas pessoas que as vivenciam são diferentes, devido às suas expectativas ou interpretações do contexto.


Isso nos dá bons argumentos para pensar cuidadosamente sobre como devemos reagir da próxima vez que estivermos sob uma forte emoção.


Ressignificando:


Se a emoção adquire o “corpo” conferido pela interpretação dada a certa “história”, ao ressignificarmos o conteúdo, mesmo sem alterarmos a base química da emoção, podemos alcançar um novo estado emocional ou sentimento. 


Emoções e sentimentos não são a mesma coisa. As emoções manifestam-se rapidamente, enquanto os sentimentos são internalizados, racionalizados, e levam mais tempo.


E quanto àquele sentimento que muitas vezes é tabu?


A raiva por exemplo, Ela pode ser uma excelente alavanca quando bem canalizada. Só não serve como tal quando é internalizada.


Pessoas que não dirigem de forma adequada a sua raiva tendem a voltar essa energia contra si mesmas, o que pode resultar em doenças como hipertensão e problemas cardíacos.


Conclusão


Todas as emoções foram mantidas durante a evolução por um bom motivo. O medo, por exemplo, é disparado quando há perigo para nossa sobrevivência.


Sem as emoções, poderíamos cometer erros de avaliação e nos colocar em risco. Devemos sempre ter em mente como interpretamos os fatos assim que percebemos uma situação negativa. O nosso corpo entende a realidade da nossa mente.


Aproveite a mobilização que a raiva provoca no organismo como um combustível para mudanças no mundo externo, gerando a angústia de forma mais produtiva.


Não existem emoções “más”. Elas existem para nos manter vivos e não para nos destruir.


Por isso, da próxima vez que sentir uma emoção forte, 

lembre-se: ela está ali para te ajudar, não para te prejudicar. Respeite-a, entenda-a e use-a a seu favor.



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